quarta-feira, 16 de abril de 2014

Esquentando a vida com ....Pimentas !

Vamos falar da nossa estrela ardidinha que ameniza dores...
Famosa por ser um "amuleto" que afasta o azar e a inveja (basta ter um vaso com pimenteira na entrada de casa) é também um aquecedor natural nas baixas temperaturas. Elas tem o dom de trazer vida a mesa com suas cores e é indicada, principalmente, às pessoas muito doces que são mais vulneráveis as agressões externas, pois muita doçura deixa a pessoa hipersensível...(não sou doce, mas adoro pimenta..rsrs) e também são analgésicos naturais que podem evitar dores de cabeça e doenças inflamatórias.


Na medicina chinesa (que por sinal tem me atraído na leitura) há muito descobriu a pimenta vermelha como um fator de equilíbrio da energia do corpo (Yin Yang)...

Além de ser um analgésico natural no alívio de dores de cabeça e melhorar doenças inflamatórias, a pimenta nos oferece, em apenas uma colher de sopa, vitamina A (70% da recomendação diária), C (mais de 100% da recomendação diária), além de outros nutrientes. Possui Capsaicina (pimentas vermelhas) e piperina (pimentas verdes) que nos traz a sensação ardida e são responsáveis pela liberação de endorfina (analgésicos naturais). Descongestiona, expectora, e ainda previne o reumatismo. Mas o exagero não é recomendável pra quem sofre de úlceras, gastrites e hemorróidas e também, com o exagero no consumo, pode destruir os sensores nervosos da boca, afetando o paladar, e muitas vezes, fazendo com que a pessoa consuma pimentas cada vez mais fortes, uma vez que não sente mais o ardido...como vale sempre dizer, tudo tem sua dose certa...o que é demais sempre é prejudicial.

Dica: a água acentua o efeito picante, o leite ameniza...assim vemos na culinária indiana acompanhadas de iogurtes...

Como todo e qualquer alimento, somente com o uso contínuo e habitual que conseguiremos ver as melhorias no nosso corpo...

E porque não fazer seu próprio molho de pimenta caseiro ou sua geléia, ou ainda um chá para o consumo diário dos benefícios que essas pequenas notáveis podem nos acrescentar? Vamos aproveitar essa queda de temperatura que pede por aconchego e calor?




Molho de Pimenta (Aqui em casa é o marido que faz - A D O R O!)

Separe um vidro com tampa, devidamente limpo e esterilizado:
acomode os ingredientes picados até um pouco depois da metade do vidro: pimenta de sua preferência e se preferir, alho descascado e picado.
Acrescente óleo de soja até a medida de dois dedos da boca do vidro e feche (no processo ele vai "crescer" e se encher o vidro até a boca, pode vazar)...deixe curtir em um lugar onde você possa acompanhar a “curtida”...é muito gratificante acompanhar esse processo...quando o óleo estiver na tonalidade da pimenta, experimente...e se estiver do seu agrado, comece a utilizá-lo...e com o passar do tempo ele ficará mais curtido e delicioso. Por ser um molho caseiro o tempo de uso e de qualidade, depende do modo de armazenamento e cuidados, como colheres limpas e vedar bem o vidro após o uso.



Geléia de Pimenta

1,5 kg de açúcar
1 x de vinagre branco
1 kg de pimenta dedo-de-moça, cortada em pedacinhos bem pequenos
1 x de suco de limão
1 pacote de pectina natural (utilizada para preparo de geléias)

Leve o açúcar, o vinagre e a pimenta ao fogo. Assim que começar a ferver, retira a mistura do fogo e deixe esfriar. Acrescente o suco de limão e leve ao fogo alto por 2 minutos, mexendo sem parar. Abaixe o fogo, junte e pectina e vá misturando com a colher de pau. Guarde a geléia em potes de vidro devidamente limpos e esterilizados. Como a pimenta tende a se acumular no fundo, vire os potes de vez em quando, até esfriar, garantindo que a pimenta fique distribuída por toda a geléia.
Sirva com carnes vermelhas, queijos, torradas, e com chocolate :)



Chá de Pimenta

Em uma panela coloque açúcar, canela, cravo, gengibre (se tiver) e uma pimenta dedo-de-moça grande. Leve ao fogo para caramelizar. Quando estiver caramelizado, acrescente as frutas que preferir (essa parte fica a seu critério tanto no paladar quanto a disponibilidade do que tem em casa).  Acrescente água quente (não fervida)...espere levantar fervura, deixei uns 3 minutos e pronto!!! Consumir quente ou frio.

e não se esqueça do vaso de pimenteira que falei lá no começo...além de lindo ainda dá aquela ajudinha extra na proteção do seu lar :)



segunda-feira, 14 de abril de 2014

Cores e Tonalidades: Azul

O Azul carrega o significado da eternidade, da espiritualidade, das transformações, da sensação de infinito. 

Representa a tranquilidade, profundidade e introspecção.


Na casa, um cantinho sossegado para o relaxamento, no local de descanso é bom predominar o azul.



Seu uso em cortinas descansa o olhar e leva o pensamento longe. Em ambientes agitados ameniza os temperamentos porém não deve ser usado quando o morador tem tendência à depressão.

Se desejar tranquilidade mas sem estagnação mescle com uma dose de laranja.


Se escolher azul ao se vestir, normalmente está querendo atrair calma e estabilidade para o seu dia. Mas lembre-se de não exagerar nessa cor. O excesso do seu uso pode deprimir.

Para dar mais força ao aspecto mágico e transcendental combine com o prata, o prateado que simboliza a Lua, representa o bem estar físico e espiritual e alimenta nossa intuição.

Azul e prata em locais de crenças e religião afloram emoções e revelações, iluminam nossos caminhos. Nos leva a uma viagem à introspecção e à profundidade espiritual.

segunda-feira, 31 de março de 2014

Entre o amor e o fogo

Esse texto de Carlos Solano nos mostra como sábios (lembrando que todos somos, porém enquanto alguns estão adormecidos, outros já evoluiram) protegem, cuidam e renovam sua vida dentro de um lar. Deixar que o fogo aqueça nossa alma e nos traga tudo que queremos colher. A paz, o amor, a fé começam dentro do nosso lar. E nele protegemos aqueles que alí habitam. Divido com vocês um texto maravilhoso e acolhedor desse escritor. 


“Amanhece no calmo vilarejo. Uma mulher abre a janela para o sol, pede ao espírito do fogo visitar a casa e abençoá-la com raios revigorantes. Depois disso, reúne a família diante do altar. Acende o fogo das ervas: numa tigela de barro, queima alecrim e louro (pelo sucesso) com um pouco de açúcar (pelo afeto), com boas intenções para o dia. O perfume delicioso permeia a casa e purifica os males e obscurecimentos. Agora ela deve escolher a vela: para a paz, as azuis. Mais energia? Amarelas ou vermelhas. Amor, vela rosa. Para a abundância, pensa no verde...Ela recita uma prece e abençoa a vela, ainda apagada, aconchegando-a ao coração. Pensa em algo bom. Deixa o sentimento crescer até se tornar pleno. Nesse momento, acende a vela e diz a intenção para o fogo. A chama reflete os sentimentos para a casa. Satisfeita, ela escreve o que a família precisa curar e entrega o papel para a vela. A fumaça leva o pedido para o alto. Ela sorri. Acredita que os anjos respondem com bençãos especiais. Recolhe as cinzas, espalha pelo lugar, prolonga a presença do sagrado. Por fim, oferece flores para a casa, que fica iluminada com beleza e delicadeza. Agora a mulher se sente pronta para o dia. Olha lá fora, está frio, é inverno. Ela sabe...Nosso mundo é vivo e faz um lento respirar ao longo do ano: no verão, a paisagem expira calor e luz e depois adormece. No inverno, a terra inspira a força espiritual do céu e fica bem desperta. Dizem que, nesta época, a energia das plantas se recolhe nas raízes, que no fundo da terra tudo é vida...A mulher sorri em paz, se preparou. Ela sabe...Como é na terra, assim é com o nosso coração.


Anoitece na cidade grande. Um homem chega cansado do trabalho, liga o interruptor e pensa: “que a luz esteja nesse lugar”. A eletricidade é o fogo que percorre as veias da casa. A lâmpada acende, fluorescente e econômica, mas é amarela, “pois a luz branca agride a pele e a saúde”, ele leu em algum lugar. O homem olha a parede e pensa em pintá-la com cores mais quentes. Quer de volta a alegria de um vermelho, a auto-estima de um laranja, quer se comunicar e conviver...Será que um amarelo poderia lhe ajudar? Com fome, ele liga o micro-ondas. Desliga. Leu que as ondas empodrecem o alimento. Prefere o fogão. Acende a TV, o fogo eletrônico em volta do qual a família toda se reúne. Calada. O fogo da TV pode tanto nutrir como destruir...Ele bem sabe. É preciso escolher muito bem o que ver, o que viver. Ele vê a lareira e lembra que a palavra “lar” vem daí, do fogo protegido. Fogo íntimo. Chama o filho e a mulher, acendem a lareira, dedicam a fogueira “ao amor, ao calor e à amizade nesta casa”. Ouvem uma música, conversam sobre o dia e, de repente, ele se lembra de uma poesia do Drummond: “Meus amigos foram as ilhas. Ilhas perdem o homem. Entretanto alguns se salvaram e trouxeram a notícia de que o mundo, o grande mundo, está crescendo todos os dias entre o fogo e o amor. E então meu coração também pode crescer. Entre o amor e o fogo. Entre a vida e o fogo. Meu coração cresce dez metros e explode. Oh vida futura! Nós te criaremos”. Ele sorri, descansado. O amor e o fogo se uniram em seu coração.



sexta-feira, 14 de março de 2014

Terapia Animal


Hoje é dia nacional dos animais e para homenageá-los vamos saber o auxílio que eles tem nos dado nas terapias do amor - sim, do amor, afinal, é uma terapia de amor incondicional.

A interação com os bichos é a solução prescrita tanto para dores do íntimo – solidão, síndrome do pânico, depressão, por exemplo – como para dificuldades motores e problemas de relacionamento e aprendizagem.
A interação promove sensações de bem-estar nos homens e nos animais. É uma relação que proporciona o aumento da liberação de endorfinas, dopamina e outros hormônios. Auxilia na diminuição da pressão arterial, da frequência cardíaca, da ansiedade e dos níveis de cortisol, o responsável pelo estresse.

Moluscos já foram utilizados em tratamentos com crianças especiais pelo projeto Dr Escargot em Pirassununga, SP mostrando através desses animais que causam preconceito, rejeição e temor que todas as pessoas tem um lugar e uma função no mundo.


Uma ONG (desconheço o nome pois vi em um artigo há algum tempo)utilizou um galo para trabalhar a auto-estima de uma criança que era foco de zombarias na escola.

A gatoterapia mostrou-se uma aliada na superação da depressão, síndrome do pânico e na recuperação da autoconfiança. O simples ato de massagear um gato faz com as pessoas esqueçam os problemas.

                      Didi "cuidando" da dor no joelho da mamãe.

O cavalo estimula a autoconfiança e é indicado para quem precisa cuidar da recuperação motora, lesóes neurológicas, fobias sociais, estresse e elevar a autoestima. O animal ainda atua como fisioterapia para pessoas que usam cadeiras de rodas, devido ao movimento que provoca no quadril do cavaleiro durante o trote do cavalo, bem semelhante a caminhada.  


Coelhos auxiliam no tratamento de pessoas hiperativas. Elas se identificam com a rapidez do animal e observam que há os momentos certos para usar suas características.


As pessoas introvertidas vêem nas aves engaioladas um retrato de sua condição. São saudáveis fisicamente, mas se sentem aprisionados internamente. A medida que o pássaro se solta da gaiola, no tratamento, os pacientes tendem a se libertar.


Os cães são símbolos de afetividade e reciprocidade. São parceiros nos tratamentos de depressão, síndrome do pânico, síndrome de Down, hiperatividade, problemas de aprendizagem e da terceira idade.

                                       Nina, minha "irmãzinha"

Obs.: confesso que, ao longo desses últimos 5 anos sendo portadora de fibromialgia e com degeneração da coluna lombar, se não tivesse meus gatos eu não estaria aqui hoje escrevendo tal artigo. Didi, uma gatinha de 13 anos me mostrou no início, antes mesmo de fechar o tal diagnóstico, o quanto era importante eu estar alí com ela. Entre dores aterrorizantes e migratórias por todo o corpo e uma fadiga fora do comum que me impedia de me levantar ou até de pensar, ela estava alí, quietinha me olhando e me mostrando, ao seu modo, que eu sairia daquela condição e reagiria a tudo aquilo. Nos últimos 4 anos chegaram, em épocas diferentes, meu outros 3, Jack, Luna e a caçulinha Puma. Há 4 anos que, mesmo em crise, não fico acamada...vou para a sala, fico quietinha no sofá ou no computador e eles todos ao meu redor...brincando, um pulando em cima do outro, a Didi dando bronca nas travessuras do Jack e da Puma(a mais levada), e a Luna observando tudo com seu jeitinho meigo de dizer: estou aqui!...

   Mingau, que mesmo estrelinha me faz superar os momentos difíceis só com sua lembrança S2


                           Didi, Jack e Luna, e a minha caçula Puma

Mesmo que não tenha nenhum problema de saúde, tenha um animalzinho mesmo assim...é gratificante :)

Cores e Tonalidades - Listrados

As cores raramente estão sozinhas e quando se encontram transmitem dinamismo, uma atmosfera solar e descontraída.
Quem não lembra daqueles pirulitos gigantes e coloridos da nossa infância. 
Assim como o visual nos encantava, temos guardado dentro de nós a sensação boa daquele momento. Separe as estações do ano e dê tons a cada uma delas e relacione ao colorido, no caso listras...É assim que compomos o nosso “astral”...
e assim deve ser na composição do astral dos ambientes que convivemos...
Se ficarmos, em um dia chuvoso, por exemplo, em um cômodo de cores sóbrias, ficamos aconchegados e preguiçosos...em um dia ensolarado, o sol invade e destaca mais ainda as cores quentes e a nossa disposição se faz presente...

      Amarelos, vermelhos, terrosos e beges transmitem calor. 

                                          Azuis e verdes são frios.

                               Cinza, branco e preto, sóbrios.

Misture e alegre qualquer ambiente. 

As posições das listras também passam sensações relacionadas a gravidade:

as verticais são dinâmicas (um objeto que está de pé)
as diagonais dão mais agilidade (um objeto que está caindo)
horizontais são estáticas (um objeto que já caiu)


* gosto muito do colorido...não consigo em apegar a um tom...gosto de todos, mas cada um pode fazer da sua forma...o importante é não deixar ambientes de trabalho “cansativos”, ambientes de descanso “ativos” demais...e não existem regras, veja a sua aura e siga sua vontade que dará certo e passará sua harmonia para o exterior

quinta-feira, 6 de março de 2014

Cores e Tonalidades - Prata

Prata –>  a cor da luz lunar que brilha sobre as águas e desperta nosso lado mais misterioso e feminino, passivo e insinuante. 

Não é exatamente uma cor, mas um brilho, um efeito especial. A prata atrai o olhar com um toque de sofistação sem ser ostensivo.

Reflete a beleza das cores e coisas e, assim como a Lua, reflete os raios do Sol. A luz prateada não revela tudo, apenas sugere guardando seu mistério.



Ligado à noite e ao metal branco brilhante, a temperatura do prateado tende a ser fria.

Não recomenda-se o exagero de sua aplicação na casa, por exemplo, porque pode tornar o ambiente impessoal. A luz bate sobre o objeto e volta para você com muita intensidade. A estratégia é usar objetos prateados como pontos de iluminação para romper a monotomia ou o visual apagado de uma roupa ou da decoração.



Próximo a cores claras, o prateado torna-se acizentado a nossos olhos. Em fundos escuros, como azul ou vermelho, fica mais brilhante, enquanto perto dos tons de marrons, esquenta.


A arte e os animais no auxílio da cura




“Se o amor faltou e causou a doença, dar amor pode curar” - dizia Nise da Silveira (1905-1999), psiquiatra alagoana.

Inconformada com os métodos violentos utilizados nas instituições psiquiátricas, ela passou a explorar as finalidades terapêuticas da arte e do contato com os animais.

Os desenhos dos internos que frequentavam os ateliês do Centro Psiquiátrico Nacional do Rio de Janeiro se revelaram de tal interesse científico que, em 1952, foi criado um museu para abrigar o acervo. Anos depois, parte da coleção foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

  Obra de Fernando Diniz - 
paciente psiquiátrico de Nise

Nise escreveu ao psicanalista suiço Carl Gustav Jung, seu mestre, e consultou-o a respeito da enorme semelhança entre as figuras circulares sistematicamente desenhadas pelos internos e as mandalas – formas concêntricas que conduzem ao autoconhecimento, segundo as filosofias orientais. O que intrigava Nise era que, em seu desequilíbrio, os pacientes esquizofrênicos criassem formas que representam unidade, organização e harmonia. Jung respondeu a Nise que mesmo a psique perturbada, fragmentada, possui um potencial reorganizador e curativo que se configura sob a forma da mandala.
Boa parte dessas mandalas está exposta no Museu do Inconsciente. Entre elas, muitas criadas po Fernando Diniz, um dos internos que, considerado doente crônico, produziu 21 mil obras e revelou que “desenhando tanta coisa se vai descobrindo tudo”.


Entre literatura, arte e bichos, Nise encontrou na relação de seus pacientes com animais outra maneira valiosa de superar a dor. Em vez de tratamentos de choque, ela optou pela terapia ocupacional. Falava da “emoção de lidar” e considerava os animais agentes importantes nesse trabalho. Seu interesse foi despertado quando um vira-lata entrou no hospital e afetou o dia a dia dos pacientes. Um deles, que mal conseguia falar, após um tempo de convivência com o cão saiu de seu mundo exclusivo e pediu para Nise dinheiro para comprar remédio para o animalzinho que foi atropelado. Ela deu o dinheiro, feliz com sua melhora, e ele foi a farmácia.
Era apaixonada por gatos – um deles a acompanhou por 19 anos e foi inspiração para o livro Gatos – A emoção de lidar (Ed Léo Christiano Editorial)



* Foi pioneira na luta antimanicomial e pioneira no estudo das relações pacientes e animais. Seu trabalho foi reconhecido no Brasil, em Portugal, França e Itália. Sua história, ao meu ver, é exemplar, humana e fascinante. Aqui deixo apenas um resumo de sua vida, mas com uma simples pesquisa você pode conhecer a grande mulher que Nise foi e o trabalho que seus pacientes deixaram na história.*